quarta-feira, 19 de março de 2008

Criar o que será!!!

As vezes a poesia cala. E quando cala a música é capaz de falar em meio ao silêncio poético e traduzir o interior, o sentimento, o anseio, o chão e a falta dele. Por isso:


Numa corrente de verão
Composição: MARCOS VALLE/JORGE VERCILLO

Vento soprou minha ilusão
flor de algodão,meu pensamento
pulou muro, foi embora,looping no ar
numa corrente de verão
pro ninho de algum pardal, décimo andar
pela janela, cai no pêlo
de um cachorro animado para passer

No ventilador do elevador
lá vai a minha ilusão, flor de algodão
quase passou carro por cima
atravessou a rua inteira na contramão
se estatelou pelas vitrines
mais um golpe de ar, vai passear
a tarde inteira para pousar na sua mão

Eu não sou de olhar o que passou
nem lamentar o que se foi
Sou de criar o que será

É como os relógios de Dali
é como as torres de Galdi
como Brasília para Oscar
ou no arremesso de um outro Oscar

Assim eu vou no vento
sou uma folha de pensamento
Einstein andou no tempo
cruzou paredes e rio por dentro

É, nosso futuro assim será
feito uma escada a se formar
por sob os pés de quem sonhar
de quem ousar pensar além

Eu não sou de olhar o que passou
nem lamentar o que se foi
sou de criar o que será
de quem ousar pensar além

Imagem: Extraída de insidemywords.blogspot.com por David RodrigueZ.
Composição musical de Marcos Vale e Jorge Vercillo.

Um comentário:

oliveirajsc disse...

Adorei a postagem Pôncio. Muito boa. Ademais, não há limitação em olhar o que passou,
nem lamentar o que se foi. Mas, de outro modo, é típico de vc criar o que será.
Avante!
Acredito nisso! Acredito em vc!
:***